Introdução
O ser humano
sempre tentou explicar o mundo à sua volta. Na antiguidade, os fenômenos naturais foram concebidos, primeiramente, de forma mitológica, ficando assim durante
muito tempo. As concepções mitológicas só começaram a ser questionadas no
ocidente pela filosofia grega, um dos três fundamentos da sociedade ocidental
(os outros dois são direito romano e religião judaica-cristã).
Depois que a
filosofia grega questionou a mitologia, o ocidente ainda ficaria muito tempo
nas trevas, com a ciência se desenvolvendo a passos de formiga, muito por influência da Igreja Católica. A ciência só se desenvolveria a passos
largos a partir do Iluminismo, movimento dos séculos XVII e XVIII que valorizou
a razão, se opôs ao absolutismo dos reis e foi antropocêntrico.
O Iluminismo trouxe suas explicações para os fenômenos da natureza ou para outros a eles relacionados. Muitas delas as crianças têm curiosidade de saber. Desde muito pequena ela vê o mundo a sua volta e se pergunta “Como pode o barco boiar na água?”, “Como pode o avião voar?”, “Como pode o carro andar?”, “Por que o ventilador roda?”, entre outras perguntas. Essa curiosidade natural é minada pela escola com sua pedagogia tradicional e engessada. Essa pedagogia é feita para adestrar o aluno em exercícios idealizados e não o estimula a questionar, investigar, problematizar, qualidades que seriam necessárias para alimentar a curiosidade da criança. Não é só esse estilo de pedagogia que mina a curiosidade da criança, mas também explicações muito complexas, carregadas e pesadas.
E você: ainda tem o desejo de entender os fenômenos da natureza? Estando em um mundo imerso em tecnologia, já se perguntou como o
GPS e o Google Earth calculam áreas? . O objetivo dessa página é explicar como
o GPS e o Google Earth calculam áreas de um jeito leve e simples.
1. O Google Earth e o cálculo de áreas
Vamos detalhar aqui, de maneira resumida, como o Google
Earth faz o cálculo de áreas:
A primeira coisa que você tem que
saber para entender como o Google Earth
calcula áreas é que o mesmo considera a Terra como uma esfera ou
elipsoide (geralmente o modelo WGS84), que é uma aproximação matemática da
forma do planeta.
A pessoa marca os pontos no mapa, formando um polígono sobre a superfície terrestre. Esses pontos têm coordenadas geográficas (latitude e longitude).
O Google Earth converte esse polígono 3D (sobre a superfície curva) para um modelo plano, usando uma projeção cartográfica. Isso facilita os cálculos geométricos.
1.4 Divisão em Triângulos:
O polígono é dividido em vários triângulos. Este método é chamado de "triangulação". Os elementos dos triângulos são simples de calcular, porque suas dimensões podem ser determinadas pelas coordenadas dos vértices.
Se o polígono é projetado em um plano, a área de cada triângulo é calculada usando a fórmula padrão para triângulos no plano cartesiano:
2. O Cálculo de Áreas pelo GPS
Vamos detalhar aqui como o GPS calcula áreas:
2.1 Coleta dos Pontos:
A pessoa
caminha ao redor da área desejada e o dispositivo GPS registra uma série de
pontos georreferenciados, com coordenadas de latitude e longitude, ao longo do
perímetro da área. Esses pontos formam o contorno de um polígono.
O GPS assume
a Terra como uma esfera ou elipsoide. Para fazer os cálculos, o GPS converte as
coordenadas geográficas (latitude/longitude) desses pontos para um sistema
de coordenadas no plano (geralmente em um formato cartesiano, como X e Y).
Essa projeção simplifica o cálculo da área, mas ignora curvaturas mais
complexas e elevações no terreno.
2.3 Divisão em Triângulos
A área do
polígono é calculada por uma fórmula matemática chamada Algoritmo do Shoelace
(ou "Fórmula do Laço"). Usando essa fórmula, o GPS
calcula a área do polígono somando as áreas formadas pelas conexões entre os
pontos. A fórmula envolve multiplicar as coordenadas x
de cada ponto por sua coordenada y adjacente e
subtrair o produto inverso. Esse processo é repetido para todos os pontos até
que a área total seja determinada.
2.4 Explicando
a Fórmula do Shoelace
Passos
para se calcular a área do triângulo pela Fórmula do Shoelace:
2.4.1 Coletar
as coordenadas dos vértices do polígono:
- O polígono é composto por um
conjunto de n vértices e cada vértice tem uma coordenada (xi,yi), onde
i é o índice do ponto.
- As coordenadas dos vértices do
polígono são listadas em ordem (horária ou anti-horária) e o último ponto
deve ser igual ao primeiro para fechar o polígono.
Por exemplo, suponha que temos um polígono formado por 4 pontos:
2.4.2 Organizar os pontos:
Organize as
coordenadas (x,y) dos vértices em duas colunas:
uma para x e outra para y, com o primeiro ponto sendo repetido no final.
Para pensar ...
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